Artagão Júnior questiona o fato de as notas emitidas nas praças de pedágio não terem valor fiscal
Durante a 6ª reunião ordinária da CPI dos Pedágios, realizada nesta terça-feira (27), o deputado Artagão Júnior levantou uma questão até então desconhecida da população paranaense. O parlamentar questionou a promotora de Justiça Maria CecÃlia Delisi Rosa

Durante a 6ª reunião ordinária da CPI dos Pedágios, realizada
nesta terça-feira (27), o deputado Artagão Júnior levantou uma questão até
então desconhecida da população paranaense. O parlamentar questionou a
promotora de Justiça Maria CecÃlia Delisi Rosa Pereira, que estava depondo, se
a nota emitida aos usuários nas praças de pedágio tem valor fiscal. A
promotora, autora de um relatório entregue à Procuradoria-Geral da República, revelou
que não. “Isso é um absurdo. Então quando pagamos a tarifa, aquela nota que nos
é dada não é cupom fiscal? Qual o tipo de controle tributário?”, questionou Artagão
Júnior.
De acordo com a depoente, as concessionárias fazem
balancetes como forma de prestação de contas e entregam ao DER-PR. “Todos os
balanços apresentados são aprovados”, revelou.
Outros deputados, surpresos, também levantaram questão de
ordem. “Todos achávamos que era como nos supermercados, onde o cupom fiscal
automaticamente gera receita”, disse o deputado Gilberto Martin.
Ainda na reunião, a promotora Maria CecÃlia informou alguns
dados de seu relatório. De acordo com ela, os termos aditivos excluÃram
obrigações das concessionárias. “Foram suprimidos aproximadamente 180
quilômetros de obras de contorno, 146 quilômetros de terceiras faixas, 228 quilômetros
de marginais, 28 quilômetros em duplicações, entre outras obras previstas nos
contratos iniciais”.
Segundo ela, até 2012 havia 188 ações judiciais contra as
concessionárias.
Sobre a quebra do sigilo bancário, fiscal e financeiro das
empresas, os deputados aprovaram requerimento para que o assunto seja retomado
nas próximas sessões.
Também depôs na CPI o procurador da República Diogo Castor
de Mattos. “Há pareceres do TCU e do TCE muito bem embasados que recomendam que
seja restabelecido o equilÃbrio econômico e financeiro a favor do usuário”, informou.