Artagão Júnior participa do 1° Seminário Nacional por um Novo Marco Regulatório das Telecomunicações
O deputado Artagão Júnior participou, na quinta-feira (29) do 1° Seminário Nacional por um Novo Marco Regulatório para as Telecomunicações, na sede do Parlamento gaúcho, em Porto Alegre (RS). O evento, organizado pela Unale (União Nacional dos Legisladore

O deputado Artagão Júnior participou, na quinta-feira (29)
do 1° Seminário Nacional por um Novo Marco Regulatório das
Telecomunicações, na sede do Parlamento gaúcho, em Porto Alegre (RS). O evento,
organizado pela Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativos
Estaduais), entidade da qual Artagão Júnior é tesoureiro geral, contou com 35
parlamentares vindos de 20 estados, incluindo presidentes e relatores das CPIs.
Ficou acordado que será encaminhado à Câmara Federal um documento oficial da
Unale cobrando a instalação de uma CPI nacional.
Atualmente, há 16 CPIs instaladas nas Assembleias do Brasil,
com a perspectiva de implantação de mais três para as próximas semanas. Foram debatidos
ainda pontos para a edição do Marco Regulatório das Telecomunicações que também
será encaminhado à Câmara, que está formatando nova legislação sobre o tema por
um grupo de trabalho. Na Assembleia do Paraná, a CPI já apresentou relatório
final.
O seminário contou com a palestra do professor e consultor
especializado em telecomunicações, Ethevaldo Siqueira, que falou sobre os
sistemas de telefonia e internet no Brasil, destacando a grande deficiência dos
serviços no paÃs, que prejudica e fere os direitos do consumidor: “O povo
brasileiro é maltratado e desrespeitado”.
O evento foi promovido pela Comissão especial sobre
telefonia da Unale, em parceria com a CPI da Telefonia da Assembleia
Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), ambas presididas pelo deputado Ernani
Polo (PP).
Dados
Siqueira destacou que em 1998, o Brasil tinha uma média de
14 telefones para cada 100 habitantes. Hoje, são 140 para cada 100. “O Brasil
tem mais telefones do que pessoas. Um salto de 1.000% em 15 anos”, alertou.
Outro dado importante levantado é o fato de a Agência Nacional
de Telecomunicação (Anatel) exigir apenas 10% da velocidade da internet
contratada pelo cliente. “A Anatel carece de infraestrutura tecnológica e
profissionais capacitados em número adequado para fiscalizar um paÃs com as
dimensões do Brasil”, acrescentou.
De acordo ele, 95% das multas aplicadas pela Agência contra
as operadoras são derrubadas na Justiça, demonstrando a total ineficácia das
punições aplicadas.
O deputado Artagão Júnior, que presidiu a Unale até maio
deste ano, assegurou que estará em BrasÃlia para entregar a carta à Câmara. “Estamos
acompanhando de perto todo este processo, inclusive no trabalho de mobilização
que ajudou a instalar as CPIs nas Assembleias no Brasil. Vamos intensificar o
trabalho agora para que o tema ganhe força nacional”, reforçou o deputado Artagão
Júnior.