Deputado Artagão Júnior vai à Suécia e visita cidade que reaproveita 99% do lixo
O deputado Artagão Júnior, presidente da Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais), está na Suécia, na cidade de Boras. O parlamentar, juntamente com uma comitiva da Unale, participam de um intercâmbio técnico promovido pela entidad

O deputado Artagão Júnior, presidente da Unale (União
Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais), está na Suécia, na cidade
de Boras. O parlamentar, juntamente com uma comitiva da Unale, participam, durante toda a semana, de um
intercâmbio técnico promovido pela entidade. Boras é reconhecida mundialmente pelo reaproveitamento de 99% do lixo produzido.
Cidade sem lixo
A cidade de Boras, na Suécia, tem 105 mil habitantes, 1500
indústrias e nem 1 grama de lixo. Seus resÃduos têm três destinos: 42% são
incinerados e convertidos em energia elétrica, 30% são tratados biologicamente
e transformados em biocombustÃvel e 27% são reciclados. A reciclagem é feita
inteiramente pela população, que se encarrega de separar e levar o material até
os postos de coleta espalhados por toda a cidade.
Como funciona
Caminhões recolhem o lixo orgânico (em sacos pretos,
destinados à obtenção de biogás em usina inteiramente automatizada) e o resto
(em sacos brancos, incinerados em fornos não poluentes). Menos de 1% do lixo é
enterrado, porque o imposto para usar aterro é muito alto. O modelo foi
iniciado em 1988, com 300 famÃlias, e é exportado - a universidade local presta
assessoria de reaproveitamento de lixo a cidades no mundo inteiro, brasileiras,
inclusive (Macaé, no Rio de Janeiro, e Sobral, no Ceará). Localmente, a
experiência deu tão certo que falta lixo: o municÃpio hoje importa detritos da
Noruega para gerar mais energia limpa. Segundo o presidente Artagão Júnior, tudo é uma questão de cultura: “É preciso ter consciência e preservar o meio ambiente, associando a vontade e a ação do poder público. Visitamos o setor de separação do lixo residencial, onde todo o sistema é automático, a partir das cores das embalagens plásticas desse material. O lixo orgânico vem armazenado em sacos pretos e um sistema de leitura separa as demais cores, uma vez que o todo material orgânico vai para um biodigestor para produção de gás e composto para adubação”, relatou.Dentre as atividades, os deputados visitaram uma estação de conversão de calor e energia elétrica na Boras Energia e Meio Ambiente. Eles participaram de uma palestra e puderam acompanhar o processo de transformação do lixo em calor para aquecer a água que é distribuÃda à população. O palestrante e diretor da estação, Bengt Jonsson, apresentou passo a passo desse processo, que se inicia com o recolhimento do lixo.A delegação também foi recebida por diretores e professores da Universidade de Boras e assistiram palestra sobre o papel da universidade no processo de gestão de resÃduos e a interação com o Instituto de Pesquisa de Boras, a prefeitura da cidade e a Boras Energia e Meio Ambiente. No Instituto de Pesquisa de Boras, o projeto Vinnova, que é um acordo de cooperação entre o Brasil e a Suécia, foi apresentado aos parlamentares. O Vinnova é uma parceria com universidades brasileiras como USP (Universidade de São Paulo) e FURB (Universidade Regional de Blumenau) para a realização de pesquisas e estudos para a implementação desta gestão de resÃduos no Brasil. Na parceria, Brasil e Suécia procuram soluções para a destinação do lixo brasileiro e sua reutilização, pois 60% do lixo é orgânico e pode ser reciclado para a fabricação de biogás e energia. Participam da comitiva, além do presidente da Unale, os deputados: Pedro Lupion (PR), Alencar da Silveira Jr. (MG), Tadeu Martins Leite (MG), Alexandre Postal (RS), Wasny de Roure (DF), Aylton Lima (DF), Carlos Antônio (GO), Lincoln Tejota (GO), Gustavo Fernandes (RN), Luiz Antônio Lourenço de Farias (RN) e José Luis Tchê (AC).