Deputado Artagão Júnior discute unificação das eleições no Brasil em reunião da Diretoria da Unale
O deputado Artagão Júnior participou nesta segunda-feira (3), em BrasÃlia, da IV Reunião Ordinária da Diretoria Executiva da Unale (União Nacional de Legisladores e Legislativos Estaduais). Na reunião, foi discutida a unificação das...

O deputado Artagão Júnior participou nesta segunda-feira
(3), em BrasÃlia, da IV Reunião Ordinária da Diretoria Executiva da Unale (União
Nacional de Legisladores e Legislativos Estaduais). Na reunião, foi discutida a
unificação das eleições no Brasil. O deputado Artagão Júnior, 1º
vice-presidente da entidade, e os demais membros trabalham em uma frente que
visa mobilizar os deputados federais pela aprovação de Proposta de Emenda Ã
Constituição (PEC), que estabelece eleições simultâneas – majoritárias e proporcionais
– em todas as esferas.
BenefÃcios
De dois em dois anos, o Brasil gasta cerca de R$ 1 bilhão
com a realização de eleições. De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral),
a União gastou R$ 395 milhões nas últimas eleições, com investimentos em
equipamentos, transporte de urnas, impressão de cadastro de eleitores e
relatórios de votação e alimentação para mesários e presença das forças armadas
em 401 cidades. A este valor, somam-se mais R$ 606 milhões de prejuÃzos aos
cofres públicos com a isenção de impostos concedida às emissoras de rádio e TV
que transmitiram o horário eleitoral, de acordo com estimativa do site Contas
Abertas. No total, em 2012, o paÃs gastou pouco mais de R$1 bilhão para
realizar as eleições.
“A unificação só
trará benefÃcios. O eleitor votará em único dia para vereador até para
presidente da República. Os candidatos, ao serem eleitos, cumprirão o mandato
até o final, sem sair no meio da sua gestão para concorrer a outro pleito, como
deputados que deixam o mandato para disputar prefeituras e vice-versa. E ainda,
a gestão passa a ser mais eficaz. Hoje os prefeitos e vereadores têm que
dividir os seus mandatos com dois governadores e dois presidentes da República,
em caso de não reeleição. Isso prejudica a gestão. O prefeito, por exemplo, se
adapta aos programas de governo e, devido à nova eleição, tudo pode mudar e prejudicar
todo um trabalho que já estava engrenado. Com a unificação, a economia ganha, a
sociedade ganha”, argumenta o deputado Artagão Júnior.