III Fórum Desenvolvimento, Federalismo e DÃvida dos Estados é realizado em Goiânia
O deputado Artagão Júnior, presidente da Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais), foi a Goiânia (GO), nesta terça-feira (16), para participar do III Fórum Desenvolvimento, Federalismo e DÃvida dos Estados. Este foi o oitavo encont

O deputado Artagão Júnior, presidente da Unale (União
Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais), foi a Goiânia (GO), nesta
terça-feira (16), para participar do III Fórum Desenvolvimento, Federalismo e
DÃvida dos Estados. O encontro promovido pela Unale e pelo
Colegiado de Presidentes das Assembleias Legislativas e os Parlamentos
estaduais visa discutir soluções para a renegociação da dÃvida dos Estados e
dos municÃpios com o governo federal.
A sustentação para a repactuação da dÃvida de Estados e
municÃpios leva em consideração dados estatÃsticos: em 1998, o montante do
débito dos estados brasileiros somava R$ 94 bilhões. Até o final de 2010, eles
pagaram ao governo federal (União) R$170 bilhões. E devem, hoje, R$ 430
bilhões”, afirmou o presidente Artagão Júnior. Na opinião dele, o quadro
compromete o orçamento e a capacidade de investimento dos estados. O vice-governador de Goiás, José Eliton de Figueiredo Junior
(DEM), e o presidente da Confederação Nacional dos MunicÃpios (CNM), Paulo
Ziulkoski foram unânimes em afirmar a necessidade de se definir novos
parâmetros para corrigir a dÃvida dos Estados com o governo federal.
De acordo com Ziulkoski, apenas 4% das cidades brasileiras
têm suas contas em dia com o governo federal, contra 96% dos 5.563 municÃpios
que, em atraso, estão proibidos de fazer novos convênios. Assim, apenas 200
cidades brasileiras podem receber dinheiro novo dos cofres da União. Os demais
municÃpios entram na “lista negra” do Cadastro Único de Convênios (CAUC), o
Serasa das prefeituras. As “transferências voluntárias” representam de 4% a 6%
do PIB, segundo dados da CNM.
A CNM ainda acusa grande aumento de inadimplentes de março
para abril, o que penaliza 4.042 cidades. Segundo a entidade, as que entraram
agora na lista vão parar de receber os repasses dos convênios e terão de
paralisar as obras. Conforme Ziulkoski, as situações mais crÃticas estão em
municÃpios de Alagoas, PiauÃ, Amazonas, Amapá, Maranhão, Roraima e Sergipe. Com informações de Eduardo Castor