Procuradora-geral fala a Artagão Júnior sobre os riscos do rompimento de contratos do pedágio
O deputado Artagão Júnior questionou a procuradora-geral do Estado, Jozélia Nogueira, na 9ª reunião ordinária da CPI dos Pedágios, nesta terça-feira (17), se não seria o caso de o Governo do Estado romper os contratos com as concessionárias, em uma decisã

O deputado Artagão Júnior questionou a procuradora-geral do
Estado, Jozélia Nogueira, na 9ª reunião ordinária da CPI dos Pedágios, nesta
terça-feira (17), se não seria o caso de o Governo do Estado romper os
contratos com as concessionárias, em uma decisão unilateral. “Sabemos que é
possÃvel esta decisão do Estado, dentro da permissividade jurÃdica. Para termos
uma tarifa justa e uma previsão de obras que realmente seja cumprida, o Estado poderia
cancelar os contratos e reassumir as estradas?”, indagou o parlamentar.
A procuradora-geral disse que há esta possibilidade, porém é
temerário. “As empresas certamente entrariam com ações judiciais e sairiam
vencedoras. Seria um risco de a situação se agravar ainda mais”, disse Jozélia
Nogueira.
De acordo com ela, o Estado aguarda os resultados de um estudo
técnico que está sendo feito pela FIA (Fundação Instituto de Administração), vinculada à USP (Universidade de São Paulo). A
aferição, que deve ficar pronta até o final do ano, vai analisar os contratos
envolvendo os seis lotes que compõe o Anel de Integração. A procuradora também
disse que todos os relatórios já produzidos por órgãos fiscalizadores serão
levados em conta.
Um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) recomenda
que as tarifas do Lote 3, que liga Guarapuava a Foz do Iguaçu, na BR-277, sejam reduzidas
em até 30%, ou que sejam incluÃdos cerca de R$ 350 milhões em obras. Com base
nos resultados da auditoria, a concessionária não executou todas as obras
previstas em contrato. Além disso, são cobradas tarifas acima dos valores
compatÃveis com os serviços oferecidos aos usuários. A concessionária responsável é a Ecocataratas.
ViaparAinda na reunião da CPI, foi ouvido o auditor do TCE, Alexandre
Antônio dos Santos, que realizou auditoria envolvendo o lote 2, administrada pela Viapar. Os trechos administrados são entre Cascavel e Londrina, na BR-369, e entre Maringa e ParanavaÃ, na BR-376. Segundo Alexandre, a análise feita no fluxo de caixa da Viapar revela que não há condição contábil para cumprir as obras até 2021, quando acaba o prazo de concessão.