O deputado Artagão Júnior participou da primeira reunião da CPI do Pedágio do ano, nesta terça-feira (4), quando foi ouvido o presidente da CNTA (Confederação Nacional dos Transportes Autônomos), Dilmar Deleo Cunha Bueno...

O deputado Artagão Júnior participou da primeira reunião da
CPI do Pedágio do ano, nesta terça-feira (4), quando foi ouvido o presidente da
CNTA (Confederação Nacional dos Transportes Autônomos), Diumar Deleo Cunha
Bueno.
“Não somos contra o pedágio. Somos contra a alta tarifa”,
resumiu o depoente, afirmando que a CNTA militou para a implantação dos
pedágios no Paraná. “Também pressionamos o governo para a redução da tarifa em
1998. O caminhoneiro autônomo sofreu arcando com os custos. Mas essa redução
não nos beneficiou, pois quando os preços voltaram ao normal, o frete não
aumentou”, disse, relembrando o ato unilateral do ex-governador Jaime Lerner,
que baixou as tarifas em 50%, e, um ano e oito meses depois, através de decisão
judicial, os preços voltaram ao valor inicial.
Ainda segundo Cunha Bueno, a lei do Vale-Pedágio não é
cumprida no Paraná. A lei federal nº 10.209, de 2001, obriga o embarcador - o
proprietário da carga - a arcar com os custos do pedágio. “Hoje, 55% do
escoamento nas rodovias brasileiras são feitos por caminhoneiros autônomos. É
preciso haver uma fiscalização para que o Vale-Pedágio seja pago”, clamou.
A próxima reunião da CPI do Pedágio, dia 11, terá o
depoimento do ex-secretário dos transportes, Heinz Hering, que esteve à frente
da pasta na época das concessões.